Busca

 

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Busco o tempo todo resposta Internamente e em silêncio, mas busco Resposta da vida, resposta do sábio, resposta do simples Resposta do antigo, resposta do futuro Questiono sempre a origem e a razão de tal fato ser como é Por vezes me recrimino por ser assim Não acreditar na primeira coisa que me falam Analisar tudo, um gesto, um olhar e por vezes confesso ate julgar Tento compreender o que não tem compreensão, me desfazer de qualquer impressão Tento a todo instante, controlar meus pensamentos Neste ato de controle, confesso perco o controle Pensamentos e duvidas flutuam de um lado por outro na cabeça E neste instante recordo de fatos que ocorreram a tantos anos e no entanto parecem tão presentes É como se eu estivesse preso ao passado para tentar entende-lo e seguir em frente, com tudo resolvido, mas como é difícil. Mesmo sabendo ser necessário seguir, insistimos em permanecer, na lembrança gostosa do passado, ou ate na dolorosa. Busco o tempo todo, tudo e o nada Busco o feio e o belo dentro de mim mesmo É uma luta intensa e ao mesmo tempo natural Busco o eixo, o seguimento, mas tenho aprendido que a vida não nos permite estar em alinhamento o tempo todo O que antes me fazia feliz, hoje simplesmente sou grato O que me fazia infeliz, descobri que era algo tão irrelevante para minha vida O descobrir o repensar é um ato natural Quase que um instinto de sobrevivência É necessário pensar, sobretudo amar, é necessário calar e mais ainda, necessário gritar.

 
 
Fonte: Antologia de poetas Brasileiros contemporâneos volume 95.. poesia Busca, pag 95
 

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