AUXÍLIO AGORA

 

 

         Viste muitos deles, possivelmente, enquanto se encontravam mergulhados nas roupagens carnais, experimentando rudes provas, e não os distinguiste com uma palavra sequer de misericórdia.

 

         Agora te apiadas e sofres por eles.

 

         Encontraste-os nos dias que se foram, perdidos na névoa das paixões, em sofrimentos atrozes; no entanto, receaste falar com eles a respeito da vida verdadeira.

 

         Hoje, dominado por forte compaixão, exoras ao Senhor em favor deles.

 

         Defrontaste-os, enquanto se demoravam no corpo denso, carregados de aflições; todavia, temeste que eles não te respeitassem os ideais, desconsiderando as tuas intenções.

 

         Atualmente solicitas auxílio aos Numes Tutelares para que eles se recuperem e tenham paz.

 

         Transitavam lado a lado contigo no caminho humano, dominado pela ignorância, mas pensaste que não te competia despertá-los do sono quimérico no qual vitalizavam ilusões.

 

         Neste momento compreendes quanto eles sofrem e oras, emocionado, guardando a certeza de que a tua vibração os atingirá.

 

         O que puderes fazer por eles, os nossos irmãos desencarnados, em sofrimento, faze-o.

 

         Unge-te de contrição e amor e derrama do cálice dos teus sentimentos as vibrações puras que, em os alcançando, abrandarão suas ansiedades, lenirão suas feridas, diminuirão suas dores...

 

         Oferece ao intercâmbio socorrista as tuas possibilidades medianímicas a fim de que sejam assistidos e medicados.

         Ora por eles.

 

         Pensa neles com carinho, considerando também o imperativo do teu retorno ao Mundo Espiritual onde agora se encontram.

 

         Não te esqueças, porém, daqueles que estão na Terra reencarnados com necessidades imperiosas.

 

         Uns renteiam contigo no lar, como verdugos da tua paz, obrigando-te a silêncios e renúncias em prol da harmonia doméstica.

 

         Outros se encontram na oficina de trabalho como chefes ou subalternos, exigindo-te valiosos atestados de humildade.

 

         Alguns estão ao lado dos teus amores, tratando-te com escárnio e zombaria, ferindo com estiletes de bem planejada impiedade os teus sentimentos nobres.

 

         Diversos atropelam-te nas ruas, insidiosos e perturbados, malsinando tuas horas.

 

         Vários distendem as mãos na tua direção, mendigando piedade...

 

         Pensa nestes, os irmãos da caminhada física, necessitados do pão do teu exemplo e da lâmpada acesa da tua paciência.

 

         Oferece-lhes a mensagem de esperança e alento com que a fé espírita te sustenta, com abnegação e sincero desejo de que sejam felizes, mesmo que eles não desejem seguir contigo nas linhas renovadoras por onde rumas.

 

         Considera que necessitam de alguém que os ame no estado em que se encontram...

 

         São nossos irmãos da retaguarda, que tiveram horas de amargura por culpa nossa e que o Senhor consentiu recomeçassem a experiência evolutiva ao nosso lado, a benefício nosso e em favor deles próprios.

         Não esperes que desencarnem para que os ames ou ores por eles.

 

         Ajuda-os desde já.

 

         Possivelmente não te compreenderão nem deves esperar que te compreendam. Aprendes, nas experiências socorristas através do concurso da mediunidade, que os náufragos de hoje no Além-Túmulo, já se encontravam perdidos desde antes de seguirem...

 

         É verdade que JESUS atendeu os perseguidores do homem de Gadara com amor e severidade; socorreu, benigno, os obsessores do jovem epilético e, quanto possível, alongou Sua mensagem aos atormentados que a morte colheu. Todavia, o Seu ministério de amor entre as criaturas da Terra foi exercido principalmente para aqueles considerados “irmãos difíceis” que terminaram por crucificá-lo, instigados embora por verdugos do Mundo Espiritual. No entanto, mesmo na Cruz foi para esses, os perseguidores e difíceis que Ele ofereceu a Sua mensagem de perdão como a ensinar-nos que as tarefas de redenção e amor, começa hoje e agora em nós e em torno de nós, no lar e em toda parte, ampliando-a até aqueles que partiram sem que saibamos onde e quando terminarão, porque espera Ele nos transformemos em “cartas-vivas” do seu Evangelho Redentor.

 

JOANNA DE ÂNGELIS/DIVALDO FRANCO, em Dimensões da Verdade – LEAL/1965 (5ª edição/2000).

        

        

        

         

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