Serena confiança

 

A história é narrada pelo filósofo Huberto Rohden. Ele viajava em um navio rumo à Europa.

A travessia era serena e festiva, marcada pelo conforto e pelo luxo do moderno transatlântico, sobre águas calmas e sob um céu límpido e azul.

De repente, porém, tudo mudou. O que era serenidade e calma se transformou em um violento temporal. Desses que assustam desde os marinheiros de primeira viagem até os mais experimentados.

Com medo, os passageiros se recolheram aos camarotes. O filósofo, porém, preferiu contemplar o espetáculo da natureza.

Em meio a toda aquela confusão a bordo, ele notou uma criança, cuja idade andava entre os seis e os sete anos. A criança estava totalmente despreocupada. Brincava, cantarolava, indiferente ao que acontecia.

Impressionado com a tranqüilidade da criança, o filósofo se aproximou e perguntou: Você não está com medo?

A resposta veio rápida, inocente, e ao mesmo tempo profunda: Não, eu não tenho medo. Papai está no leme.

Quando o temporal passou, a viagem prosseguiu serena para todos. Menos para o filósofo, que não conseguia esquecer a resposta da criança.

Que imensa confiança! Se papai está no leme, nenhum mal pode acontecer.

Papai é mais forte que os ventos, mais forte que as ondas! Não há o que temer!

* * *

A confiança é própria das crianças. Elas se entregam sem temor àqueles em quem confiam. E, pai e mãe representam para elas a maior segurança.

Se todos os homens confiassem em Deus como as crianças confiam em seus pais, mais amena seria a vida, porque essa confiança significa ter fé.

A fé é essa chama divina que aquece o Espírito e lhe dá forças para tudo superar: mágoas, revoltas, traições.

Com fé, o homem sobrevive ao clima de aflição, não se deixando jamais desesperar.

Enquanto outros param à borda do abismo, acreditando que ele seja intransponível, o homem de fé procura passagens diversas para alcançar o outro lado em segurança.

O homem de fé é o que não se inquieta com as notícias que falam de crises e de tempos difíceis. Prossegue trabalhando sem cansaço porque está seguro de que terá forças para vencer.

E para que a fé não esmoreça, ele a sustenta com os valores da reflexão e da prece, porque nenhuma chama prossegue ardendo sem combustível para a sustentar.

* * *

Jesus usou a figura do grão de mostarda para falar a respeito da fé, afirmando que quem a possuísse daquele tamanho, poderia remover montanhas.

E a mulher, portadora de hemorragia há vários anos, provou ser verdade. Bastou-lhe tocar a barra do manto de Jesus para ficar curada da sua problemática.

Assim como deram prova de fé Jairo, que veio rogar a Jesus pela cura de sua filha e o soldado que Lhe veio pedir por seu servidor de muitos anos.

Todos, por terem fé, movimentaram forças interiores que atraíram as energias curativas de Jesus, atingindo os objetivos que buscavam: a saúde daqueles a quem amavam.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Papai está no leme, da revista Presença espírita nº 216 e no cap. 22 do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

 

 

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