CONSUMISMO, MODISMO, EXOTISMO E SOLIDÃO

 

 

O progresso tecnológico, favorecendo o conforto, implacavelmente nivela os homens em uma só faixa, produzindo um tipo de igualdade desumanizadora que o consumismo estabelece como logro social relevante.

Por efeito, uma comunidade é tida como feliz em razão dos instrumentos eletrônicos de que dispõe, dos automóveis, iates e até aviões que aguardam para serem utilizados.

Os modismos assolam, gerando um comportamento mesmista, em que os indivíduos se imitam, assumindo posturas idênticas, com enfraquecimento dos ideais, da ética, da família, da criatura em si mesma.

Reagindo a tal conduta, multiplicam-se aqueles que se apresentam originais, já não surpreendendo pelo exotismo e desprezo a tudo e todos, denominados como “reacionários por protestos”, de imediato aceitos, imitados e absorvidos, logo passada a novidade.

Tais posturas escondem os chamados complexos coletivos, que destroem a vida, instalando o clima de indiferença, quando não de instabilidade nas pessoas.

Há modelos para todos os nivelamentos de indivíduos com injustificável desprezo pela sua identidade humana.

Sufocado pela falta de humanidade, o homem busca refúgio nos partidos políticos, nos clubes sociais e desportivos, nos aglomerados, temendo enfrentar-se.

Permanece na multidão, sofrendo de insuportável soledade.

Vê inimigos em toda parte e busca afastá-los, usando artifícios segregacionistas de vários tipos, embora fantasiando-se de democrata e solidário.

(...)    

 

Livro:  Jesus e Atualidade

            Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

            Editora Pensamento

 

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