Conversas familiares de além-túmulo – Mozart- SEGUNDA CONVERSA

 

SEGUNDA CONVERSA

O interlocutor não é o mesmo. Julga-se, pela natureza da conversação, tratar-se de um artista músico, feliz por conversar com um mestre. Após diversas questões que cremos inútil relatar, Mozart diz:

1. Acabemos com as perguntas de G...: falarei contigo; dir-te-ei o que entendemos por melodia em nosso mundo. Por que não me evocaste mais cedo? Eu teria respondido.

2. O que é a melodia? - R. Freqüentemente, é para ti uma lembrança da vida passada; teu Espírito se lembra do que entreviu num mundo melhor. No planeta onde estou, Júpiter, a melodia está por toda parte, no murmúrio da água, o ruído das folhas, o canto do ventoas flores murmuram e cantam; tudo emite sons melodiosos. Sé bom; ganha esse planeta pelas tuas virtudes; escolheste bem cantando Deus: a música religiosa ajuda a elevação da alma. Quanto gostaria poder vos inspirar o desejo de ver esse mundo onde se é tão feliz! está pleno de caridade; tudo ali é belo! A Natureza tão admirável! Tudo vos inspira o desejo de estar com Deus. Coragem! Coragem! Crede bem em minha comunicação espírita: sou bem eu que lá estou; alegro-me em poder dizer-vos o que experimentamos; que eu possa vos inspirar bastante o amor ao bem para vos tornar dignos dessa recompensa, que nada são perto das outras às quais aspiro!

3. Nossa música é a mesma nos outros planetas? - R. Não; nenhuma música pode vos dar a idéia da música que temos ali; é divina! Ó felicidade! merece gozar de semelhantes harmonias: luta; coragem! Não temos instrumentos; são as plantas, os pássaros que são os coristas; o pensamento compõe e os ouvintes desfrutam sem audição material, sem o recurso da palavra, e isso a uma distância incomensurável. Nos mundos superiores isso é ainda mais sublime.

4. Qual é a duração da vida de um Espírito encarnado em outro planeta, que não seja o nosso? - R. Curta nos planetas inferiores; mais longa nos mundos como aquele onde tenho a felicidade de estar; em média, em Júpiter, ela é de trezentos a quinhentos anos.

5. Há uma grande vantagem em voltar a habitar na Terra? - R. Não, a menos que seja em missão; então, se avança.

6. Não se seria mais feliz permanecendo Espírito? - R. Não, não! estacionar-se-ia; pede-se ao ser reencarnado para avançar para Deus.

7. É a primeira vez que estou na Terra? - R. Não; mas não posso falar-te do passado de teu Espírito.

8. Poderia ver-te em sonho? - R. Se Deus o permitir, far-te-ei ver minha casa em sonho, e dela te recordarás. (ver abaixo)

9. Onde estás aqui? - R. Entre ti e tua filha, eu vos vejo; estou sob a forma que tinha quando vivo.

10. Eu poderia ver-te? - R. Sim; crê e verás. Se tivesses maior fé, ser-nos-ia permitido dizer o porquê; tua própria profissão é um laço entre nós.

11. Como entraste aqui? - R. O Espírito atravessa tudo.

12. Estás ainda bem longe de Deus? - R. Ó! sim!

13. Compreendes melhor do que nós o que é a eternidade? -R. Sim, sim, não podeis compreendê-la tendo um corpo.

14. Que entendes pelo Universo? Teve começo e terá um fim? - R. O Universo, segundo vós, é vossa Terra! Insensatos! O Universo não teve começo e não terá fim; pensai que é a obra inteira de Deus; o Universo é o Infinito.

15. O que se deve fazer para ficar calmo? - R. Não te inquietes tanto pelo teu corpo; terás o Espírito perturbado; resiste a essa tendência

16. O que é essa perturbação? - R. Temes a morte.

17. Que fazer para não temê-la? - R. Crê em Deus; crê sobretudo, que Deus não arrebata sempre um pai útil à sua família.

18. Como chegar a essa calma? - R. O querer.

19. Onde haurir essa vontade? - R. Distrai teu pensamento disso pelo trabalho.

20. Que devo fazer para aperfeiçoar meu talento? - R. Podes me evocar; obtive a permissão de te inspirar.

21. Isso quando trabalhar? - R. Certamente! Quando quiseres trabalhar, algumas vezes estarei perto de ti.

22. Ouvirás minha obra? (uma obra musical do interrogador) -R. És o primeiro músico que me evoca; venho a ti com prazer e escuto as tuas obras.

23. Como ocorre que nunca foste evocado? - R. Fui evocado, mas não por músicos.

24. Por quem? - R. Por várias damas e amadores, em Marseille.

25. Por que a Ave...me toca até às lágrimas? - R. Teu Espírito se desliga e se junta ao meu e ao de Per-golèse, que me inspirou essa obra, mas esqueci esse pedaço.

26. Como podes esquecer a música composta por ti? - R. A que existe aqui é tão bela! Como lembrar-se daquilo que era todo matéria?

27. Vês minha mãe? - R. Ela está encarnada na Terra.

28. Em que corpo? - R. Disso nada posso dizer.

29. E meu pai? - R. Está errante para ajudar ao bem; fará tua mãe progredir; estarão reencarnados juntos, e serão felizes.

30. Vem me ver? - R. Freqüentemente; tu lhe deves os movimentos caridosos.

31. Foi minha mãe quem pediu para estar reencarnada? - R. Sim; disso tinha um grande desejo, para subir por uma nova prova e entrar num mundo superior à Terra; ela já deu um passo imenso.

32. Que queres dizer com isso? - R. Ela resistiu a todas as tentações; sua vida na Terra foi sublime em comparação com o seu passado, que era o de um Espírito inferior; também subiu vários degraus.

33. Tinha, pois, escolhido uma prova acima das suas forças? -R. Sim, é isso.

34. Quando sonho que a vejo, é ela mesma que vejo? - R. Sim, sim.

35. Se tivesse evocado Bichat no dia da ereção de sua estátua, teria respondido? Estava lá? - R. Estava, e eu também.

36. Porque ali estavas? - R. Com vários outros Espíritos que se alegram com o bem, e que ficam felizes em ver que glorificais aqueles que se ocupam com a Humanidade sofredora.

37. Obrigado, Mozart; adeus. - R. Crede, crede que ali estou... Sou feliz... Crede que há mundos acima do vosso... Crede em Deus... Evocai-me mais freqüentemente, e em companhia de músicos; estarei feliz por vos instruir e contribuir para o vosso adiantamento, e de vos ajudar a subir até Deus. Evocai-me; adeus.

 

 

 

 

 

 

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